PIX, CARTÃO E A DIFERENÇA QUE NÃO PODE EXISTIR Por Marcelo Berloffa¹
O problema não é o PIX. É a diferença que você não consegue explicar.
Durante muito tempo, alguns empresários acreditaram que determinadas formas de recebimento eram mais difíceis de rastrear. O PIX trouxe ainda mais velocidade para os negócios — e também alimentou uma velha pergunta:
A Receita Federal consegue saber quanto eu recebo? A resposta precisa ser dada com cuidado. Não é correto dizer que a Receita Federal simplesmente “enxerga cada PIX”. Mas bancos e instituições de pagamento prestam informações financeiras por meio da e-Financeira, e essas informações podem ser utilizadas em cruzamentos com outros dados fiscais.
E é justamente aí que mora o problema.
Imagine uma empresa que declara R$ 50 mil de faturamento, mas apresenta movimentações e documentos que apontam para uma realidade diferente.
A questão deixa de ser o meio de pagamento. É a diferença.
A Receita Federal já utiliza mecanismos de Malha Fiscal Digital para identificar divergências de receitas declaradas, inclusive por meio do cruzamento eletrônico de informações fiscais.
E existe uma alternativa muito melhor do que esperar uma fiscalização: a autorregularização, quando aplicável.
Por isso, empresário, não tenha medo do PIX. Tenha cuidado com a falta de controle. Concilie suas vendas. Confira os recebimentos. Compare cartões, PIX, notas fiscais e declarações.
Se houver diferença, converse com seu contador.
Porque, no mundo dos negócios, não basta saber quanto entrou. É preciso saber por que entrou — e se esse valor está corretamente refletido na contabilidade e nas obrigações fiscais.
Organização hoje pode evitar uma grande dor de cabeça amanhã.
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¹Marcelo Viaro Berloffa é mestre em contabilidade, empresário contábil, conselheiro eleito no CRC-SP e membro da Academia Pedreirense de Letras – Cadeira nº 18 – Patrono: Henrique Bonaldo. Conteúdo produzido em colaboração com IA e revisado pelo autor.



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