Escolher errado aqui pode significar pagar mais imposto — sem perceber.
Uma das decisões mais relevantes no momento da declaração do imposto de renda é a escolha entre o modelo simplificado e o completo. Embora pareça apenas uma opção técnica, essa decisão impacta diretamente no valor final do imposto — seja ele a pagar ou a restituir.
O modelo simplificado aplica um desconto padrão sobre os rendimentos tributáveis, sem exigir comprovação de despesas. Já o modelo completo permite a utilização de deduções legais, como gastos com saúde, educação, previdência e dependentes.
O erro mais comum é optar por um modelo sem realizar a comparação entre os dois cenários. Muitos contribuintes escolhem o simplificado pela praticidade ou o completo por acreditarem que sempre será mais vantajoso. Nenhuma dessas premissas é necessariamente verdadeira.
Na prática, a melhor escolha depende da realidade de cada contribuinte. Quem possui poucas despesas dedutíveis tende a se beneficiar do modelo simplificado. Já aqueles com gastos relevantes e bem documentados podem encontrar vantagem no modelo completo.
Outro ponto importante é que essa decisão não pode ser alterada após o prazo final de entrega da declaração. Ou seja, não se trata apenas de escolher — mas de escolher corretamente no momento certo. Mais do que preencher campos, o processo exige análise. Decisão tributária sem análise não é escolha. É risco.
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¹Marcelo Viaro Berloffa é mestre em contabilidade, empresário contábil, conselheiro eleito no CRC-SP e membro da Academia Pedreirense de Letras – Cadeira nº 18 – Patrono: Henrique Bonaldo.
